Não sei, de repente me deu uma vontade de escrever. Acho que acordei inspirada. Ao som de Madonna me lembro do fatídico 18.12.2008, que transformou o jeito como a via. E pensar que alguns dias antes tinha até perdido a vontade de ir... É, acho que já perdi muita coisa boa por pura preguiça! E por falar em preguiça, acabei de voltar de Maceió. Foi uma semana inteira de " M de mar, A de amor, C de carinho só aqui em Maceió, E de emoção, I de ilusão, O Maceió você roubou meu coração" e agora tenho vontade de cantar "Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió...". O choque foi grande! Saí de uma temperatura de 33ºC para chegar em um de 18ºC... Ai que saudade principalmente do Sol! Durante essa semana consegui fazer uma coisa inédita: levei a minha irmã pro forró. Não que eu mesma seja uma fã gigante de forró, mas como eu costumo dizer "Tá no inferno abraça o capeta." Capeta me lembra uma bebida, e bebida me lembra que tomei remédio forte e logo em seguida tomei uma pina colada porque simplesmente esqueci do remédio. O resultado foi um baita sono e uma soneca na praia, uma cadeirada de madeira no dedão e a arrancada de um tampa desse. A palavra "desse" me lembra que muitas pessoas escreveriam "do mesmo", o que óbviamente me lembra dos erros cometidos em português. Enquanto estávamos em Maceió vimos coisas lindas: Praias maravilhosas, a foz do "Velho Chico", macacos acostumados com humanos, águas em que os peixes podem ser vistos claramente, casas super simples pela estrada, e placas nas quais a interpretação de texto teve que ser usada. "Vendes atrata" foi algo que me fez pensar por alguns minutos. Se não fosse minha irmã descobrir que aquilo queria dizer "Vende-se. A tratar." talvez eu ainda estivesse sem saber. Talvez minha interpretação não seja tão boa quanto eu imagino... E provavelmente a interpretação de línguas também não. No aeroporto de Guarulhos, antes de nossa partida rumo ao Nordeste, fui ao banheiro. Fiquei na fila por algum tempo, e então entra uma menina de mais ou menos 4 anos. Morena, olhos verdes. Entra na minha frente e fica lá esperando. A porta de um dos banheiros abre e eu lhe dirijo a palavra: "Você quer ir ao banheiro? Pode ir!" . Ela me olha meio confusa e me responde: "Mãe" e aponta para o outro banheiro. Eu então digo: "Ah! Sua mãe está aí. Tudo bem então." Já enxugava as mãos quando a mulher do outro banheiro finalmente abre a porta. Ela vai em direção á torneira e não percebe que a filha está lá, então a menina grita "Mãe" e ela se vira. "Hey baby, you shouldn't be here. You should stay with your father outside...". Só então eu percebo que o que a garotinha me disse desde o começo foi "Mom" e não "Mãe". A gente sai de férias e esquece que fala outras línguas além do Português. E até mesmo o português foi difícil de entender algumas vezes. O diálogo entre mim e um garçom na praia foi exatamente esse: "Dois coco?" "Gostei". Ele dá uma risadinha e sai, enquanto eu percebo que ele não tinha me perguntado : "Gostou?". Essa realmente foi a pérola da semana!
Pérolas e micos á parte, o importante é que finalmente tirei as minhas tão sonhadas férias! Tenho muito tempo pra fazer nada até o dia 14 de Janeiro! O duro é me acostumar com essa vida de não ter nada á fazer. Uma vez ligada no 220, sempre ligada no 220!
"Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças,
sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança
do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo,
onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta
nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido,
e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada,
não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.
O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja,
nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça."
Incrível como as vezes os poemas de outras pessoas conseguem me descrever!
E depois da depressão pós Céline, veio a depressão X-Files. A única diferença é que é muito mais fácil juntar os excers do que juntar um fã de cada país! LOL
Fui assistir o filme novamente no domingo. Sozinha, já que ninguém queria ir comigo. Tive que agüentar um bando de não-excers que não riam com nada e ainda por cima falando mal do filme. A única parte legal foi durante o "Bromance", quando eu e mais umas 4 pessoas dentro da sala soltaram um "Ohhhhhh" e todo mundo riu!
Foi bom ter assistido mais uma vez, porque pude prestar atenção em mais detalhes que todos estavam falando e eu não percebi da primeira vez. Vi a Vanessa Morley encarando Mulder e Scully, entendi porque o tema de X-Files quando os 2 olham pra foto do Bush nos corredores do FBI, entendi algumas falas que antes pareciam meio obscuras (apesar de ainda estar pensando o que exatamente o Mulder quis dizer com "Embora se realmente tivessemos telepatia você se desmaterializaria rapidamente" ) e muitas outras coisas. Parte "cute" do filme é a musica da última cena... Igualzinho ao fim do seriado... Quase chorei nessa hora de lembrar! Só ainda não vi o aquário do Mulder que todo mundo está falando que está lá e não entendi porque no começo do filme o letreiro original mostra 10:23p.m e na legenda foi traduzido como 11:21... Estranho...
Mas enfim, quero X-Files 3, será que temos chances se começarmos com a petição agora?? O filme pode ser em tempo real novamente e pode ter a temática do 2012. (Pensa nisso tio Chris, ainda temos 4 anos! Pode começar a escrever!) Quero respostas e mais Mulder e Scully!!! (Pq deles eu nunca canso!!hahaha)
Ahhh!!! Alguém me segura que eu quero ver o filme de novo na quarta!!! hahaha
Aliás, alguém aí sabe qual a data de lançamento do filme do nosso adorado Duchovny?? Podemos marcar de ir vermos juntos de novo e fazer a festa!!! uhuhuhuh!!
Bom, acho que está na hora de parar de falar besteira! hehehe
Bjinhos e até mais!!

Por onde começar exatamente? Do começo, oras, vocês devem ter pensado. Mas isso demoraria horas e horas pra ser postado, e mais horas e horas pra ser lido! Então vou começar pelo dia 25.07.08, exatamente ás 18h40. Que shopping longe! E que shopping estranho! Passar pelo estacionamento para chegar ao cinema era uma coisa que eu nunca tinha feito na vida. A caminho do cinemark o coração acelera. Uma hora e cinco minutos me separavam de algo que esperei por 6 anos. E como seriam as pessoas que eu iria encontrar lá? Será que elas me deixariam entrar para o grupo ou me ignorariam? Um grupo inconfundível se encontrava ao meu lado esquerdo, e ao olhar para aquelas camisetas e para aquelas pessoas gritando eu tive certeza: Estava praticamente em casa.
Ingresso na mão, fotos tiradas e muita gritaria depois, e lá vamos nós em busca da verdade mais uma vez. Trailers, mais trailers e comerciais... Pula tudo isso e vai pro filme logo! Era uma batida a menos no coração cada vez que a tela escurecia e começava outro trailer. Até que finalmente vimos o logo da FOX e cantamos a música. Era isso. A música inconfundível ao fundo trouxe lágrimas aos meus olhos e muitos aplausos das minhas mãos. Após algum tempo uma voz que logo foi conectada á um rosto arranca mais aplausos de todos : Primeira cena de Scully no filme. A alegria continuou por algum tempo, mas foi cortada pela metade por pessoas que resolvem assistir um filme na estréia, numa sala cheia de excers, e esperavam que nenhum grito de entusiasmo ou um "ohhhhh" fosse emitido. Lanterninhas e avisos depois, tivemos que conter todo o nosso excitamento, mas certas cenas pediam um pouco mais de "Squee". É impossível ver o tão idolatrado Skinner e não querer aplaudir. É impossível não falar mal da Dakota Whitney quando ela chama Mulder de Fox. É impossível ver o próprio Chris Carter aparecendo no filme e não apontar e dizer "Chris Carter". É impossível não rir com as piadas do Mulder ou com as falas do Skinner, ou ler os números de telefone no celular de Mulder e não fazer comentários. É impossível controlar a emoção quando a espera é muito grande. E foi com essa emoção que vi muita gente chorar na penúltima cena do filme e conseguir rir na cena depois dos créditos, mesmo com um imprevisto, que nem vale a pena citar, quando os créditos começaram a aparecer.
O filme acabou, sorteios foram feitos e problemas foram resolvidos, e as pessoas começavam a ir embora. Aí dei uma de tiete e fui falar com a Silvia Helena Penhabel e a Lu costa. E se eu já era fã, agora fiquei mais ainda pela simpatia das duas. Não perco essas colunas da SCI-FI news de agosto de jeito nenhum!!
Vim embora com outra excer, falando sobre o filme, Easter Eggs e coisas assim. Acho que estava tão anestesiada pela ansiedade que peguei 2 metrôs, quando poderia ter pegado um só.
Ainda estou flutuando (acho que nesse momento de sono também!), lembrando de como tudo foi perfeito e como é bom encontrar pessoas que entendem exatamente como você se sente, quando todo o resto parece achar uma coisa besta.
Os meus agradecimentos então vão para essas pessoas maravilhosas, principalmente para a Carine que tornou tudo possível, bem como todo o pessoal do Arquivo X - Brasil, e tbm para a Silvia e a Lu, que realizaram meu sonho. Destaque também para a Vivi, que me fez rir e gritar muito!
Ah, e agradeço á minha irmã por ter ficado até as 2 da manhã acordada comigo pra fazer a camiseta. :p
E agora eu vou parar de agradecer pq daqui a pouco isso aqui vai estar parecendo mais o programa da Xuxa!
Até a próxima!!
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